Com apenas 9 gramas por colher (de chá), o adoçante xilitol
é cerca de 40% menos calórico que o açúcar, um dos grandes vilões das dietas de
emagrecimento.
Se à primeira vista a diferença parece relativamente
pequena, bastam alguns dias de consumo de xilitol para economizar centenas de
calorias que seriam consumidas a mais apenas por conta do uso de açúcar no
cardápio.
Mas será que isso significa que você pode sair utilizando o
xilitol à vontade, e abandonar o açúcar de uma vez por todas? Ou será que o
adoçante xilitol faz mal à saúde e deve ser evitado?
Como o xilitol foi descoberto
O xilitol passou a ser utilizado comercialmente há mais de
sete décadas, quando a Finlândia passou por um grande desabastecimento de
açúcar em decorrência da Segunda Guerra Mundial.
Pesquisadores procuravam uma alternativa ao açúcar e foram
capazes de estabilizar o xilitol dos vegetais de modo que a substância pudesse
ser utilizada em diversos tipos de alimento.
O que é o Xilitol exatamente?
O xilitol nada mais é que uma substância classificada como
um álcool de açúcar, derivada da xilose, um monossacarídeo que pode ser
naturalmente encontrado em muitas das frutas e legumes que consumimos diariamente.
Para fins comerciais, o xilitol costuma ser extraído do milho ou então da casca
de bétula.
Embora os fabricantes afirmem que o adoçante xilitol é
natural, o produto que chega à mesa dos brasileiros passa por uma série de
processos químicos, de maneira que aquilo que efetivamente sai da embalagem não
é idêntico à xilose presente nos vegetais.
Através de muitas etapas que envolvem o uso de carvão
ativado, óxido de cálcio (cal), ácido fosfórico e até mesmo ácido sulfúrico, o
xilitol se transforma em uma substância branca em pó de sabor adocicado.
Este produto final é levemente (cerca de 5%) menos doce que
o açúcar, mas contém 60% menos calorias que o outro derivado da cana de açúcar
(sim, o xilitol também pode ser obtido a partir da cana).
Calorias do Xilitol
Cada grama do adoçante contém 2,4 calorias. A mesma
quantidade de açúcar fornece 4 calorias.
Assim como o açúcar, o xilitol é rico em calorias vazias, ou
seja, sem valor nutricional, uma vez que ambos não fornecem quantidades
significativas de proteínas, vitaminas ou minerais.
Por que utilizar o Xilitol?
Muitas organizações de saúde promovem o uso do xilitol como
uma alternativa mais saudável ao açúcar de mesa, pois além de ser menos
calórico, o derivado da xilose também tem um impacto menor na glicemia
sanguínea.
Praticamente todos os alimentos que consumimos causam
variação nas taxas de glicose – mas alguns, como o açúcar, são ainda mais
impactantes. Quanto maior o efeito de um determinado alimento sobre os níveis
de açúcar, maior o seu índice glicêmico.
Enquanto o índice glicêmico do açúcar está próximo de 70, o
do xilitol é de apenas 7. Isso significa que o adoçante tem pouco impacto na
glicemia e não causa tantos “estragos” quanto o açúcar.
Além de reduzir os riscos de diabetes, essa propriedade do
xilitol também estaria relacionada a uma incidência menor de cáries dentárias.
Por esse motivo, o adoçante pode ser encontrado em gomas de mascar, doces de
valor energético reduzido, produtos voltados para portadores de diabetes e de
higiene oral.
Benefícios do xilitol
Embora tenham sido estudados apenas em animais, alguns dos
benefícios do xilitol indicam que o adoçante pode ser uma alternativa ao açúcar
na prevenção da síndrome metabólica.
Veja o que dizem sobre o assunto dois trabalhos científicos
divulgados há poucos anos em revistas científicas internacionais:
– Estudo 1:
Publicada no Annals of Nutrition and Metabolism, a
pesquisa desenvolvida na Universidade de Kwazulu-Natal, na África do Sul,
demonstrou que o uso do xilitol foi responsável por uma redução no peso e na
concentração de insulina e glicose no sangue de ratos com seis semanas de vida.
– Estudo 2:
Pesquisadores japoneses analisaram parâmetros fisiológicos
de ratos que haviam sido alimentados com xilitol durante oito semanas e
observaram que os animais apresentaram uma redução na gordura visceral e também
na concentração de insulina no sangue.
Em comparação ao grupo controle que não recebeu o adoçante,
os animais tratados com xilitol apresentaram ainda um aumento nos genes
relacionados à oxidação de gorduras. Para os autores do estudo, isso significa
que o xilitol pode ser utilizado para prevenir a obesidade e reduzir a
incidência de outros fatores associados à síndrome metabólica.
Efeitos Colaterais
Bom, acabamos de ver que o adoçante pode ser utilizado no
controle da glicemia e também no combate à obesidade, mas quais são os
possíveis efeitos colaterais da substância? Será que o adoçante xilitol faz mal
sob alguma circunstância?
O que torna o xilitol uma alternativa mais “atraente” ao
açúcar de mesa é exatamente seu reduzido valor energético, que pode ser
explicado pelo fato do organismo não ser totalmente capaz de metabolizar o
adoçante.
Como resultado, o xilitol segue praticamente inalterado pelo
sistema digestivo, muitas vezes reagindo com outros alimentos presentes no
caminho. O resultado é a fermentação do bolo alimentar, que tem como efeito
colateral a formação de gases.
Por esse motivo, muitas pessoas podem apresentar distensão
abdominal, náuseas e até mesmo diarreia após o consumo de alimentos adoçados
com xilitol. Algumas pessoas parecem ter uma tolerância maior à substância, de
maneira que apenas uma grande concentração do produto pode trazer desconfortos
gástricos.
Muitos, no entanto, podem sofrer com os efeitos colaterais
do xilitol mesmo após a ingestão de uma pequena quantidade (como por exemplo um
único chiclete) do adoçante.
Mas o adoçante Xilitol faz mal?
Não, não é possível dizer que o adoçante xilitol faz mal à
saúde. Além de ser aprovado pela ANVISA, o xilitol também é considerado seguro
pela FDA, a poderosa agência reguladora norte-americana, e outras instituições
como o European Union’s Scientific Committee for Food e a Organização
Mundial da Saúde.
Estudos analisando os efeitos do adoçante sobre a saúde em
longo prazo têm demonstrado que o xilitol pode ser utilizado sem maiores
preocupações.
Em um deles, participantes consumiram uma média de 1,5 quilo
do adoçante por mês (com um limite diário de 430 gramas) durante dois anos e
não apresentaram problemas de saúde.
Embora as pesquisas indiquem que doses de até 50-60 gramas
de xilitol não trazem prejuízos à saúde, não há uma quantidade exata que possa
ser utilizada sem trazer desconfortos gástricos para todas as pessoas.
De maneira geral, o xilitol pode ser consumido em balas,
gelatinas, chicletes e outros produtos diet, mas o ideal é que não seja
utilizado em grandes quantidades, como por exemplo no preparo de receitas.
Se você nunca utilizou o adoçante antes, comece com
concentrações menores e vá aumentando aos poucos. Interrompa o uso caso
apresente algum dos efeitos colaterais mencionados anteriormente.
Diabéticos podem usar xilitol?
Ainda que contenha menos calorias do que o açúcar, o
adoçante não tem efeito nulo sobre a glicemia – ou seja, o xilitol pode causar
um pequeno impacto nas taxas de glicose na circulação.
Isso significa que diabéticos devem utilizar o adoçante com
moderação e sob orientação médica, estando sempre atentos às medições
glicêmicas para evitar oscilações bruscas.
Xilitol Emagrece?
O consumo do xilitol não promove a perda de peso, mas se
utilizado em pequenas quantidades, sempre em substituição ao açúcar, o adoçante
pode ser um coadjuvante do processo de emagrecimento.
Ao contrário de adoçantes como a sacarina e o ciclamato, o
xilitol contém calorias e não deve ser consumido à vontade, sob risco de obter
um efeito contrário – sim, o xilitol engorda se consumido em excesso.
O segredo é contar as calorias do adoçante, e lembrar-se de
que para emagrecer é necessário chegar ao final do dia com um déficit calórico.
Ou seja, com ou sem adoçante, para eliminar os quilos a mais é preciso consumir
menos calorias do que o metabolismo necessita para suas funções.
Fonte: Texto Site Mundo Boa Forma.

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