Você sabe o que é de fato o esfoliante? "É um
produto que realiza uma micro abrasão polimento) na pele, física
ou quimicamente, removendo parcialmente a camada córnea (formada por células
mortas) e o manto lipídico (responsável por reter a umidade da
tez)", responde a dermatologista Silvia Zimbres (SP).
De acordo com a dermatologista Paula Cabral, da Clínica
Hagla (RJ), o esfoliante remove as impurezas da camada
externa da pele e ainda promove uma melhora da textura da cútis.
"Toda a esfoliação torna a pele mais receptiva aos princípios
ativos dos cosméticos. Mas vale salientar que a esfoliação em excesso
pode danificar a pele, pois o atrito constante retira a proteção da mesma e
pode ainda machucar a cútis", aponta a especialista.
Por isso, tome muito cuidado com os esfoliantes. Segundo a
dermatologista Meire Parada, membro da Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SP), o creme esfoliante não é essencial para todos
os tipos de pele, pois em alguns casos, o creme pode ausentar a oleosidade
que protege a tez de fungos ou bactérias. "Se a pele for muito oleosa
e realmente precisar de uma esfoliação, o recomendado é aplicar o creme a cada
15 dias", indica.
Ambas as especialistas concordam que o maior erro é na
força da aplicação. Antes de aplicar, lembre-se que a ação esfoliante já
está no creme e não na intensidade da aplicação. Uma
aplicação muito forte pode danificar a pele, ou retirar mais do que
deveria ser retirado.
"A esfoliação é importante para a pele
oleosa, morenas e negras (pigmentação das camadas mortas é mais intensa)",
recomenda Paula. "O ideal é umedecer a pele previamente e
tentar evitar movimentos repetitivos em uma mesma área, a fim de evitar
irritação", completa Silvia.
Os cremes esfoliantes têm variações de tipos para
cada local: rosto, corpo, mãos e pés. "Use o produto indicado
para a região certa. Um esfoliante para os pés é feito com abrasivos (substâncias
naturais ou sintéticas desenvolvidas para polir ou limpar a pele)
direcionados para a esfoliação daquela região. Se o creme for usado em um local
errado, pode trazer problemas graves, como inflamações", explica
Meire.
Para quem tem a pele seca, o ideal é não investir na esfoliação,
pois parte do manto lipídico é escasso nessas pessoas", indica
Silvia. Segundo Meire, a pele seca precisa de óleo e o que vai
ajudar a trazer um aspecto menos seco são os cremes hidratantes. Paula
ainda completa: "Quem tem herpes (principalmente ativa),
pele com feridas ou machucados, pele queimada do sol e alergias aos
componentes devem ficar longe da esfoliação".
Caseiro ou industrializado?
Para Meire, os industrializados são melhores por
conter mais tecnologia, ativos e abrasivos corretos para cada região.
Para Paula, os esfoliantes caseiros podem ser tão
abrasivos quanto os cosméticos de marcas conhecidas. E lembre-se: quanto mais
abrasivo (áspero), há mais chances de retirar as células mortas. "Os esfoliantes
usados em clínicas são ainda mais potentes e o procedimento,
geralmente, precede algum tratamento", complementa.
De acordo com Silvia, os cosméticos são melhores, pois
as esferas de abrasão são geralmente mais polidas e não agridem tanto a
pele quanto os caseiros.
Cuidados para aplicar o esfoliante
Paula indica que a pele deve estar higienizada antes
da aplicação do esfoliante. "Aplique o produto em movimentos
circulares, suavemente (a pressão dos movimentos pode ser maior em regiões mais
propensas à oleosidade, como nariz, queixo e testa - zona T) de forma homogênea. Enxágue e aplique
um hidratante", recomenda.
Já no corpo, umedeça a pele e aplique o esfoliante
em movimentos circulares, com pressão moderada e de forma homogênea.
Dê mais pressão em áreas ásperas como joelhos, cotovelos e
calcanhares. Enxágue e aplique hidratante.
Fonte: Site Corpo a Corpo
Reportagem: Caroline Sarmento

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